LOGOMARCA DO ATELIER DE ARTE E RESTAURAÇÃO

LOGOMARCA DO ATELIER DE ARTE E RESTAURAÇÃO

sábado, 3 de julho de 2010

Globo Vídeos - VIDEO - Conheça igrejas erguidas por escravos

 

Globo Vídeos - VIDEO - Conheça igrejas erguidas por escravos

e vivi em Ouro Preto 20 anos… conheci todas essas igrejas e inclusive trabalhei como Restauradora em alguma delas.Isso é muito gratificante para mim, agora, só resta as lembranças dos trabalhos que fiz lá e das  amizades que conquistei.

Globo Vídeos - VIDEO - Mulher vive entre o passado e o presente como Marília de Dirceu

 

Globo Vídeos - VIDEO - Mulher vive entre o passado e o presente como Marília de Dirceu

eu morei em Ouro Preto de 1989 até 2008… conheci muito a Adriana (bailarina) de fato, ela anda pelas ruas de Ouro Preto com trages de época e encarna a pernsonagem de Marilia de Dirceu. ela faz muito saraus e festas na sua bela casa inclusive, eu também já participei. para muitos moradores  de Ouro Preto ela é tachada como louca… mas, ela é uma pessoa sensível e gosta de homenagear a Marilia de Dirceu e curte muito tudo isso. eu acho que é isso que importa… Não o que as outrs pessoas pensam.

terça-feira, 11 de maio de 2010

NOÇÕES SOBRE A CIENCIA À SERVIÇO DA RESTAURAÇÃO DE OBRAS DE ARTE

a PARTIR DE FINS DO SÉCULO XIX,que conservadores,amante da arte e cientistas se ocuparam do problema de um estudo mais aprofundado das obras, com o auxilio de meios cientificos. O primeiro laboratório oficialmente instalado em um Museu foi criado no SHATLICHMUSEUM de Berlim. Nós podemos até mesmo assinalar que no Sec XVIII,já existiam no LOUVRE, estudos ópticos e químicos à serviço de objetos de arte. Pasteur, cientista e amante de arte dizia: "Existem circunstâncias onde invejo claramente a aliança possível e desejável da ciência e da arte, onde o quimico e o físico podem colaborar junto a vós e vos esclarecer" (06 de março de l865). Os museus se despertaram face a uma restauração moderna por pprofissionais esoecializados, mas é necessário dizer que seus recursos são menores que os do setor privado. Não se trata de um lamento, entretanto, a união de diferentes profissionais possibilita a realização de pesquisas aprofundadas sobre as obras cuja importância pode superar o custo financeiro. É interessante conhecer a existência de certas técnicas que os RESTAURADORES utilizam em estreita colaboração com os especialistas da fotografia e da química. Marcadores: MESTRE ALEIJADINHO DE VILA RICA
A GRANDE DIFERENÇA ENTRE RESTAURAR e CONSERTAR

A responsabilidade de recuperar e manter uma peça com valor histórico, artístico, comercial ou apenas afetivo, pode parecer grande.Mas o trabalho, certamente não é. Antes de mais nada, quem possui e quer restaurar objetos e obras de arte deve saber a diferença entre um RESTAURADOR e um Consertador. O primeiro é um especialista de nível superior, capaz de levantar seu valor histórico e as suas características físico-quimicas. O consertador, por sua vez, é apenas um curioso ou um artesão com pouca base teórica. O usuário estabelece uma certa diferença entre os dois quanto ao objeto a ser recuperado. Livros, quadros e fotos vão, quase naturalmente, às mãos dos Restauradores. Tapetes_ os persas basicamente_ santos e bonecas antigas, acabam nos consertadores. Um erro. Enquanto os Restauradores erguem limites para o seu próprio trabalho _ acreditando, por exemplo, que branquear as folhas de um livro pode reduzir sua vida útil de 100 para 5 anos _ os consertadores não tem freios. Vamos ficar atentos, com esse tipo de consertador, pois, a obra de arte não pode ficar em mãos de gente curiosa.
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PRINCIPIOS DE CONSERVAÇÃO

o que significa Conservação/Preservação/Restauração? ----Preservação : Significa conservar a obra de arte no seu estado integral e prevenir contra danos e destruição causados pela umidade, por agentes quimicos e todos os tipos de pestes e microorganismos, que devem ser controlados para preservar a obra de arte.--------CONSERVAÇÃO: Significa todas as providências curativas dadas a uma obra de arte, destinadas a prolongar a sua existência, excluindo todas interferências ou reconstituições. A Conservação é, pois, um conjunto de técnicas e procedimentos destinada a preservar a obra de arte contra fatores que afeta sua integridade. RESTAURAÇÃO: A palavra restauração significa uma reconstituição de partes destruidas por complementações discerníveis ou integradas, que completam a lisibilidade da obra de arte, retomando a sua unidade real, restaurar é uma operação técnica que tem por principio prolongar a vida de uma obra de arte, retardando o processo de deteriorização, dado ao envelhecimento da sua matéria.
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continuação...(PRINCIPIOS DE CONSERVAÇÃO)

Restaurar é também uma operação crítica, que evolue sempre entre duas exigências: l- A honestidade histórica------a obra de arte é um testemunho de épocas que ela atravessa, impõem-se que mantemos seu aspecto histórico. 2- O prazer estético- a obra de arte é uma mensagem oferecida à sensibilidade, impõem-se que retomamos sua unidade da imagem.
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terça-feira, 16 de junho de 2009

São Paulo vai ganhar um evento inédito na área de cultura: a Festa do Teatro. Inovadora, ela prevê a distribuição gratuita de 30 mil ingressos para espetáculos em cartaz na cidade entre 19 e 28 de junho. A Festa de Teatro tem por objetivo promover o acesso à
diversidade da produção teatral contemporânea.
A programação do evento abrange desde o teatro de grupo até as grandes produções, permitindo que o público tenha um panorama da pluralidade do teatro realizado na cidade. A distribuição dos ingressos será feita em dois pontos fixos e um móvel. Informações sobre as peças, número de ingressos por peça e formas de distribuição estarão disponíveis, a partir do dia 10 de junho, no site www.festadoteatro.com.br.

Realizada por Parlapatões, Chaim Eventos e J.Leiva, a Festa do Teatro pretende democratizar o acesso a esta linguagem artística, que passa a contar com um grande evento voltado ao teatro na capital.O apoio da Prefeitura mostra a vocação da cidade para a cultura e participação da classe artística já trouxe a adesão de mais de 80 peças.

O evento é patrocinado pela CCR, empresa que tem uma história consistente de apoio a produções culturais brasileiras.Nesta primeira edição, ela será também uma forma de celebrar os 10 anos da CCR, um dos maiores grupos de concessão de rodovias do País, que buscava uma maneira de comemorar a data com um evento que beneficiasse a população. A idéia é que a cada ano a Festa do Teatro possa distribuir mais e mais ingressos.



Contatos Equipe Festa do Teatrofestadoteatro2009@gmail.com (11) 7625.5420 / 7625.5534

domingo, 7 de junho de 2009

http://www.ouropreto.com.br/pgnormal/pgs_normais.php?idcateg=2
Igreja de São Francisco de Assis no concurso Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo [voltar]
Dois dos maiores símbolos da riqueza cultural e histórica do barrroco em Minas Gerais, a Igreja de São Francisco de Assis da Penitência, em Ouro Preto, e o Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas, estão participando de um concurso bem original, que vai escolher as Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. A eleição é feita pela internet, aberta a quem quiser votar, e vai até 7 de junho. Ao todo, os organizadores do concurso, os mesmos que escolheram, no ano passado, as Novas Sete Maravilhas do Mundo, selecionaram 27 bens culturais em 16 países para concorrer. Do Brasil, integram a lista, além dos dois monumentos mineiros, o Mosteiro de São Bento de Olinda e o Convento de Santo Antônio e Ordem Terceira de Recife, ambos em Pernambuco; o Convento e a Igreja de São Francisco e Ordem Terceira, no Pelourinho, em Salvador, na Bahia; e o Forte do Príncipe da Beira, em Rondônia. Para votar, é preciso acessar o site www.7maravilhas.pt e fazer um pequeno cadastro, com e-mail e senha. Depois, o internauta receberá, no endereço eletrônico cadastrado, um link de acesso ao voto. Cada um pode escolher sete monumentos entre os 27 listados. O resultado será divulgado em 10 de junho, em Portugal. A lista feita pelos organizadores do concurso levou em consideração o valor histórico e patrimonial dos concorrentes, sua origem portuguesa e a influência no mundo. Vários, como o santuário de Bom Jesus de Matozinhos, são considerados patrimônio da humanidade. A Igreja de São Francisco de Assis da Penitência, de acordo com seus dados históricos, foi construída em estilo rococó. Começou a ser erguida em 1766, com projeto arquitetônico de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, responsável também pelo risco da portada, púlpitos, retábulo-mor, lavabo e teto da capela-mor. Para completar a suntuosidade e a riqueza do conjunto arquitetônico, as pinturas são de Manuel da Costa Ataíde, considerado, ao lado do próprio Aleijadinho, expoente da arte colonial brasileira. A presença artística de Aleijadinho e de Ataíde também é o marco do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, um dos mais destacados monumentos do barroco brasileiro. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi declarado patrimônio histórico e cultural da humanidade em 1985. No adro do santuário, estão expostos o que alguns consideram o trabalho mais brilhante de Aleijadinho: as imagens dos 12 profetas, em tamanho natural.
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Fonte: Estado de Minas

terça-feira, 21 de abril de 2009

ALMEIDA JUNIOR

HOMENAGEM: ALMEIDA JÚNIOR(1850-1899... (39 fotos)
Comentário crítico : Almeida Júnior revela desde cedo inclinação para o desenho e pintura e aos 19 anos (1869) parte de Itu, sua cidade natal, para o Rio de Janeiro, com a ajuda financeira de parentes e amigos, a fim de ingressar na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. Durante a permanência nessa instituição, segue o caminho tradicional de formação de todo pintor acadêmico: freqüenta os dois anos de aulas obrigatórias da disciplina desenho, considerada preliminar para o aprendizado da pintura. Posteriormente, cursa matérias específicas como desenho geométrico e figurado, modelo vivo, pintura histórica, anatomia e fisiologia das paixões, estética e matemática aplicada. (...) 'DIA NACIONAL DO ARTISTA PLÁSTICO' em 08 de maio, cuja data foi escolhida em louvor à Almeida Júnior, dia do aniversário do Artista. *Ameida Junior nasceu em 08 de maio de 1850 e faleceu em 13 de novembro em 1899. > Comunidade do Artista: *http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=22341793 >
data de criação: 08/04/09 última atualização: 19/04/09
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sábado, 28 de março de 2009

Sala São Paulo
Angelo PerosaSala São Paulo
Em 1990, surgiu a proposta de se recuperar a Estação Júlio Prestes e transformar parte de seu belo edifício na sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Sala São Paulo, hoje considerada a melhor sala de concertos da América Latina.
Informações:
Praça Júlio Prestes, s/nº, Luz, tel. (11) 3351-8200Próximo ao Metrô Luz

sábado, 9 de agosto de 2008

Exposições

Abril 2007

Almeida Junior

ANTERIOR

Almeida Junior

O ambiente interiorano de Itu, onde nasceu, determinaria o gênero de pintura de raízes brasileiras que José Ferraz de Almeida Júnior adotou e o tornou um dos maiores representantes da arte acadêmica do século XIX. Na seleção de 100 pinturas, cenas caipiras, retratos e paisagens rurais contrastam com a morte trágica do artista, esfaqueado pelo marido de sua amante, em 1899, aos 49 anos.

SERVIÇO

Pinacoteca do Estado.

Praça da Luz, 2, 3229-9844, Metrô Luz.

Terça a domingo, 10h às 18h. A bilheteria fecha meia hora antes. R$ 4,00. Grátis aos sábados. Até domingo (15).

sábado, 19 de julho de 2008


19 de Julho de 2008 - 14h11 - Última modificação em 19 de Julho de 2008 - 15h22


Polícia confirma prisão de suspeito e recupera obra roubada de Pinacoteca

Danielle Almeida
Repórter da Agência Brasil

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Divulgação
São Paulo - Imagens divulgadas pela Pinacoteca mostram as obras roubadas da instituição: no alto, Mulheres na Janela (1926), de Di Cavalcanti, e Casal (1919), de Lasar Segall; abaixo, duas telas de Picasso: Minotauro, Bebedor e Mulheres (1933) e O pintor e seu Modelo (1963) São Paulo - Imagens divulgadas pela Pinacoteca mostram as obras roubadas da instituição: no alto, Mulheres na Janela (1926), de Di Cavalcanti, e Casal (1919), de Lasar Segall; abaixo, duas telas de Picasso: Minotauro, Bebedor e Mulheres (1933) e O pintor e seu Modelo (1963)
Brasília - A Polícia Civil de São Paulo confirmou a prisão de um dos envolvidos no roubo dos quadros da Estação Pinacoteca, ocorrido no mês passado na capital paulista. Wesley Teobaldo Barros foi preso ontem (18), por volta das 21h.

Junto com ele, mais duas pessoas foram presas em flagrante por formação de quadrilha. No entanto, somente Barros participou efetivamente do roubo à Pinacoteca.

A polícia confirma também que recuperou uma das obras furtadas, O pintor e seu modelo, de Pablo Picasso. As informações são do investigador César, do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) de Guarulhos. Segundo ele, “as investigações continuam”.

De acordo com a assessoria da Pinacoteca, o diretor Marcelo Araújo foi chamado para reconhecer a tela recuperada. Ele tem a expectativa de trazer a obra de volta ao museu ainda hoje.

Colaborou Elaine Patrícia Cruz

100 anos de GUIMARAES ROSA

27.06.08


Link permanente Guimarães Rosa 100 anos

por Daniel Piza, Seção: livros s 09:20:49.

Hoje é aniversário de 100 anos de João Guimarães Rosa (1908-1967), o maior escritor brasileiro do século 20. Ele é tema da minha coluna do próximo domingo, então apenas remeto o leitor a um longo ensaio sobre sua vida e obra, "Esse mundo chamado João", à viagem que fiz pelos sertões mineiros, "O grande sertão de Rosa está desaparecendo", e a uma análise de Grande Sertão no cinquentenário, "Rosa dos tempos", além de considerações sobre seu uso do idioma, "A língua do Rosa".
O único livro realmente importante sobre ele lançado nesta efémeride é Mínima Mímica, de Walnice Nogueira Galvão, uma das maiores especialistas em Rosa. Ela estuda em Rosa principalmente as experimentações de linguagem - como em Meu Tio o Iauaretê - e seu pensamento algo místico. Mas Rosa era também, e acima de tudo, um contador de histórias. Sagarana (que tem A Hora e Vez de Augusto Matraga), Corpo de Baile (que tem Miguilim e Recado do Morro), Primeiras Estórias (que tem A Terceira Margem do Rio, O Espelho, Seqüência e Famigerado) e, claro, a obra-prima Grande Sertão: Veredas são seus melhores livros. Dê um presente a si mesmo e leia Rosa.

terça-feira, 24 de junho de 2008

PATRIMONIO

PATRIMÔNIO
Imagens da fé renascem na mão de restauradores
Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Josiane Figueiredo, coordenadora da recuperação, destaca que meta é renovar as relíquias sem alterar nenhuma característica: respeito aos devotos
Itabirito – A expectativa pelo retorno é grande, mas vale a pena esperar. Com paciência e uma dose de ansiedade, os moradores dos distritos de Acuruí, São Gonçalo do Bação e Bonsucesso, em Itabirito, a 55 quilômetros de Belo Horizonte, aguardam o término da restauração de 23 imagens barrocas de suas igrejas e capelas. As peças, que incluem um raro São José de Botas, apresentavam uma série de problemas, como ataque de cupins, perda de madeira, trincas e rachaduras, sendo conduzidas a um ateliê, na capital, para imunização e outros serviços de conservação. No próximo mês, duas delas devem voltar aos seus altares de origem, ficando o restante para ser entregue em dezembro.

Enquanto os objetos de devoção não voltam aos distritos, os moradores não perdem tempo e visitam o ateliê da empresa Acervo para ver o andamento dos trabalhos e matar a saudade. “A nossa fé é muito grande e quero ver as imagens bem bonitas”, diz Oliveira Maria dos Santos, de 57 anos, moradora de São Gonçalo do Bação, a 14 quilômetros da sede do município. Ela gostou do que viu e garante que o importante é a preservação do patrimônio por meio de cuidados permanentes. Da Igreja do padroeiro, foram enviadas para BH as imagens de Nossa Senhora das Dores, Senhor dos Passos, Cristo Morto, São Gonçalo do Amarante (duas imagens), Nossa Senhora do Rosário e São José de Botas. Já da paróquia de São Sebastião, seguiu uma escultura de Santo Antônio.

A restauração está sendo feita, desde fevereiro, graças a um projeto da Divisão de Memória e Patrimônio da Prefeitura de Itabirito, que obteve recursos de R$ 53 mil do Fundo Estadual de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura, R$ 44 mil do Ministério da Justiça, e R$ 8 mil da prefeitura. O secretário municipal de Patrimônio Cultural e Turismo, Ubiraney de Figueiredo Silva, diz que, além da preservação dos bens, o trabalho representa uma ação de educação patrimonial e fortalece os laços da comunidade com a sua história.

No distrito de Acuruí, a 24 quilômetros da sede do município, todos comungam da idéia de que a restauração é fundamental. “É preferível esperar o tempo que for preciso do que ver o nosso tesouro se deteriorando”, afirma a secretária da associação comunitária local, Sirvani Pena, de 40. Das igrejas de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora da Conceição, estão sendo restauradas as imagens de Santa Efigênia, São José de Botas, Cristo Crucificado (duas), Jesus Menino, Cristo Morto (articulado), São Vicente Ferrer, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Rosário, uma peanha (base de imagem) e uma cartela (peça de madeira entalhada). Na igreja de Nossa Senhora do Rosário foi feita a recuperação do telhado.

PRESERVAÇÃO No ateliê, estão também as imagens da capela de Nossa Senhora de Bonsucesso, do distrito de Bonsucesso: a padroeira, Nossa Senhora da Conceição, e São Sebastião. A coordenadora da restauração, Josiane Figueiredo, diz que o objetivo é restaurar as peças sem retirar as características originais. “Vamos atender um pedido dos moradores dos distritos. Mesmo que repinturas escondam douramentos, vamos manter as peças do jeito que a comunidade as conhece. A devoção é muito grande, tanto que os fiéis vêm a Belo Horizonte para ver o restauro. Dessa forma, não queremos que uma intervenção cause estranhamento ou falsifique o objeto sacro. Isso é um desejo da comunidade”, afirma Josiane, que tem na equipe a restauradora Moema Nascimento e as assistentes de restauro Marcília Gomes Tavares e Angelita Angélica Matos Teixeira. (GW)

IEPHA

Ao saber do resultado da pesquisa do restaurador José Efigênio Pinto Coelho, de Ouro Preto, a diretora de Proteção e Memória do Iepha/MG, Maria Marta Martins de Araújo, diz que são necessárias mais informações para ter uma posição sobre o assunto. Mesmo assim, afirmou, a equipe do Iepha vai tomar conhecimento dos fundamentos e analisar os critérios usados pelo restaurador para chegar a essa conclusão

PASSOS DE ALEIJADINHO EM BH

PATRIMÔNIO
Passos de Aleijadinho em BH
Especialista identifica em entalhes do chafariz da Catedral de N. S. da Boa Viagem, em BH, traços característicos do mestre do barroco e atribui peça ao artista mais famoso do período
Gustavo Werneck
Fotos: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press
Descoberta polêmica e surpreendente pode incluir Belo Horizonte na lista das cidades mineiras com a marca de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814). Depois de anos de pesquisa, o restaurador José Efigênio Pinto Coelho, de Ouro Preto, concluiu que o chafariz de pedra-sabão existente no interior da Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, no Centro da capital, é atribuído ao mestre do barroco. A peça datada de 1793, com 2,64 metros de altura e 1,11m de largura, teria pertencido à primitiva matriz em louvor à santa construída nos tempos do Curral del-Rei e demolida no início do século 20 para dar lugar à catedral. “BH, uma cidade republicana por excelência, mostra agora um traço colonial”, diz o restaurador.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1960, e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), em 1977, o chafariz, de autor desconhecido, fica no corredor da igreja, do lado direito. No seu lugar original, na parte externa, pode ser vista uma cópia de cimento. Antes de retornar definitivamente ao interior da catedral, na década de 1990, a peça esteve no Museu Histórico Abílio Barreto, ao qual foi doada, pela Cúria, em 1942, embora só tenha seguido para o prédio da Cidade Jardim quatro décadas depois. Restaurado, ele recebe atenção permanente da equipe do museu.

Há duas hipóteses, segundo José Efigênio, para o chafariz, inicialmente usado como lavabo na antiga Igreja da Boa Viagem, ter chegado a BH: pode ter sido encomendado a Aleijadinho, em uma época em que ele estava em grande atividade e o arraial, em crescimento econômico, ou ter sido trazido de Ouro Preto durante a mudança da capital, em 1897. O que importa, para o restaurador, são as evidências: “A data (1793) existente no alto do chafariz da Catedral da Boa Viagem tem semelhança com os recibos escritos por Aleijadinho em Congonhas, onde fez os 12 profetas, entre 1795 a 1805. Os números trazem, entre eles, três pontos bem marcados, um símbolo da maçonaria presente em sua obra”.

Detalhes como a data esculpida na peça fundamentam conclusão do restaurador. Ele relaciona outros elementos que, diz, não deixam dúvida quanto à autoria da obra
SEMELHANÇAS
Nas suas análises, José Efigênio, que atua como expertise – especialista com autoridade para atestar a veracidade e periciar obras de arte –, descobriu que a matéria-prima do chafariz, a pedra-sabão, é proveniente do distrito de Santa Rita, em Ouro Preto, onde Aleijadinho se abastecia regularmente para dar forma ao seu trabalho. O material – esteatito com carbonatos disseminados e alterados, o que dá a cor amarelada – está presente também nas ornamentações da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, de Ouro Preto, e de São Francisco de Assis, em São João del-Rei, no Campo das Vertentes.

Segundo o restaurador, que diz conhecer a peça da Boa Viagem há mais de 30 anos e estudar a pedra-sabão há 20, Aleijadinho esculpiu três chafarizes já reconhecidos como de sua autoria: os das igrejas de São Francisco de Assis (1777) e de Nossa Senhora do Carmo (1776), em Ouro Preto, e a Fonte da Samaritana (1792), que ficava no pátio do Seminário da Boa Morte, em Mariana, e hoje está na entrada do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra da cidade.

“Não acredito em uma ‘escola Aleijadinho’ ou em discípulos do mestre. Só mesmo o genial Antonio Francisco Lisboa poderia ter criado essa peça”, afirma. Para ele, o chafariz da catedral tem a leveza da fase plena do mestre e guarda muita semelhança com o chafariz da sacristia da Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

“O desenho do coroamento é o mesmo. As cabeças das duas figuras, no chafariz de BH, são as mesmas encontradas no chafariz do Carmo. A boca de peixe que se parece com a de um pato, os círculos nos olhos e as orelhas da peça da Boa Viagem lembram também as dos leões do Museu do Aleijadinho, de Ouro Preto, colocadas de modo inusitado e criativo. O peixe ou cobra com orelhas saiu das mãos do mestre e de mais ninguém do Ciclo do Ouro, pois só ele criava”, afirma o restaurador, que já fez um laudo e o registrou em cartório de Ouro Preto, onde mora.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ROUBO DE PEÇAS SACRAS!!!!

Bens Culturais - Recuperadas peças roubadas


21/08/03

Restaurador é preso com peças sacras roubadas de Minas

SÃO PAULO, São Paulo - Setenta e três peças sacras, incluindo imagens e peças de altares dos séculos XVII e XVIII, foram roubadas, há meses, no Estado de Minas Gerais, incluindo peças pertencentes aos acervos das igrejas de Matriz de São Caetano, em Mariana, e Matriz Santo Amaro de Brumal, em Brumal.

Ontem, agentes da Polícia Federal de São Paulo e Minas Gerais recuperaram 63 das peças roubadas e prenderam o restaurador Timóteo Rodrigues, de 73 anos, em sua casa, em Mirandópolis, Zona Sul de São Paulo. Os objetos se encontravam no ateliê do especialista e na casa de um colecionador que havia adquirido parte dos objetos.

Segundo a Polícia, uma quadrilha composta por 7 assaltantes furtava as obras de arte, distribuindo-as, posteriormente, para antiquários e colecionadores de São Paulo. Duas obras, após serem restauradas por Rodrigues, seriam vendidas na Europa. A imagem de Nossa Senhora da Matriz de São Caetano, por exemplo, seria vendida por US$70 mil.

Essa quadrilha já era investigada pela Polícia Federal de Minas Gerais desde 1998, sendo que, além de Rodrigues, já estava preso Marcos Machado. Os ladrões Valter Gomes e Rosa Maria Granchi ainda se encontram foragidos.

Fonte: Revista Museu

domingo, 13 de abril de 2008

UMA BRISA NO AR- EXPOSIÇÃO DE LEQUES


"Uma Brisa no Ar" reunirá leques no Anexo do Museu da Inconfidência


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A partir desta sexta-feira, 11 de abril, o Anexo I do Museu da Inconfidência recebe Uma Brisa no Ar, que expões leques e, com eles, conta um pouco sobre a história do Brasil. A abertura tem início às 20h30, na Sala Manoel da Costa Athaide.



Datados dos séculos XVIII, XIX e XX e produzidos no Oriente, na Europa e no Brasil, os leques, de diferentes materiais e técnicas, retratam, entre outros temas, cenas mitológicas, campestres e momentos históricos e sociais. Diversos deles pertenceram à nobreza brasileira.



Através dos leques, acompanha-se toda a história do Brasil, desde a chegada de D. João VI. Na exposição Uma Brisa no Ar o publico poderá apreciar belos exemplares comemorativos, como aquele em prata dourada, esmalte e papel que refere-se à Aclamação de D. João VI como Rei de Portugal, Brasil e Algarves, ocorrida em 1816 dois anos após a morte de sua mãe, D. Maria I. Outros dois leques comemoram a organização do Império do Brasil e da Independência do Brasil.



A exposição poderá ser visitada de terça a domingo, de 12h às 17h30.

sábado, 29 de março de 2008

Guidoval também recebe imagem restaurada

Guidoval também recebe imagem restaurada


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Recentemente, a FAOP concluiu os trabalhos de restauração e conservação de uma imagem de Nossa Senhora das Dores, pertencente à Paróquia de Guidoval, uma pequena cidade do Estado de Minas Gerais, localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, a 304km de Belo Horizonte.



A imagem de madeira apresentava bastante sujidade, muitas trincas e furos, e seu suporte estava carbonizado. Dentre outros procedimentos, foi feita a refixação da policromia em desprendimento, aplicação de cola nos orifícios, limpeza superficial e remoção da parte carbonizada do suporte.



A entrega da imagem foi no dia 14 de fevereiro, e a cidade recebeu a Santa restaurada com uma grande festa.

FAOP conclui restauração de bens artísticos da Paróquia do Pilar

FAOP conclui restauração de bens artísticos da Paróquia do Pilar


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A Fundação de Arte de Ouro Preto – FAOP, entidade ligada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, concluiu os trabalhos de restauração e conservação de dois importantes bens artísticos pertencentes à Paróquia do Pilar: uma tela do século 19, e um códice, livro de termos de liberações, entradas e profissões da Irmandade de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, do período de 1799 e 1825.

A tela é uma pintura em óleo, com 1 metro por 79,5 centímetros,e retrata uma figura feminina em posição sentada, com cabelos pretos partidos ao meio, presos em coque, usando uma corrente dourada com crucifixo e um casaco marrom, enfeitado por um broche dourado. É assinada pelo artista italiano Carlos Penutti, que chegou a ter um ateliê em Ouro Preto, na época.



A obra estava bastante danificada, com sujidades generalizadas, grave desprendimento de policromia, fungos, marcas de dobras e suporte deteriorado. Grande parte dos estragos, provavelmente, foi causada pelo fato da tela ter ficado enrolada, guardada em uma lata, por muitos anos. Foram necessários vários procedimentos durante o processo de restauração e conservação: limpeza química, tratamento dos fungos, fixação da policromia, planificação, reentelamento, estiramento de chassi novo, nivelamento, saturação das cores, reintegração e aplicação de camada de proteção.



Já o códice apresentava graves danos provocados por ataque de xilófagos, rasgos, costura e folhas soltas, além de intervenções realizadas ao longo do tempo. Foram realizados trabalhos de higienização, numeração das páginas, desmonte, mapeamento e limpeza, estabilização de tinta, desacidificação, costura, confecção de nova capa, encadernação e acondicionamento.



A restauração das duas peças aconteceu dentro das atividades do Curso Técnico em Conservação e Restauração de Bens Culturais, sem ônus para a Paróquia. Para Ana Pacheco “é um orgulho para a FAOP prestar este importante serviço para a comunidade juntamente com o trabalho de capacitação dos nossos alunos” – disse a presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto.



Carla Santana, Coordenadora do Núcleo de Conservação e Restauração da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade, da FAOP, disse que “este é um tipo de parceria que gera bons frutos para todos, pois, muitas vezes, as Irmandades não possuem recursos para restaurar seus bens”.



Os trabalhos de restauração e conservação dos objetos históricos da Paróquia do Pilar duraram, ao todo, dois anos.



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